Vindos até do Japão e Estados Unidos, colecionador guarda quase 2 mil cartões de orelhão: 'Época boa'

  • 09/02/2026
(Foto: Reprodução)
Vindos até do Japão e Estados Unidos, colecionador guarda quase 2 mil cartões de orelhão Um aposentado de Birigui (SP) guarda em casa um acervo de mais de 1,8 mil cartões telefônicos, iguais aos usados para fazer chamadas em telefones públicos nas décadas de 1970, 80 e 90, com exemplares vindos, inclusive, do exterior. A notícia de que os últimos orelhões em atividade serão retirados das ruas de todo o país despertou um sentimento de nostalgia em João Careno, de 60 anos. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp A coleção começou quase por acaso. Em 1993, João abriu uma pequena mercearia e, pouco tempo depois, um orelhão foi instalado em frente ao comércio. Com o passar dos anos, o que era apenas curiosidade virou hábito. Sempre que passava por um telefone público, João parava para observar. Muitas vezes, encontrava cartões esquecidos e os guardava. "As pessoas deixavam lá quando iam para telefonar. Aí, eu comecei a guardar os cartões, fui achando uns bonitos, diferentes um do outro. Meu filho começou a trocar na escola com os colegas", lembra o aposentado. Initial plugin text A coleção foi crescendo e ganhou alcance internacional. Alguns dos cartões vieram de longe, trazidos pelo filho, de 34 anos, que à época pedia para amigos comprarem exemplares durante viagens ao Japão e aos Estados Unidos. Hoje, o acervo soma aproximadamente 1,8 mil cartões, todos guardados como lembrança de um tempo em que o telefone público fazia parte da rotina dos brasileiros. Para João, o anúncio do fim definitivo dos orelhões marcou o encerramento de uma era memorável. “Fiquei triste. Era uma época boa”, lamenta João. Aposentado guarda acervo de cerca de 1,8 mil cartões telefônicos em Birigui (SP) João Careno/Arquivo pessoal João Careno, de 60 anos, coleciona cartões de telefones públicos em Birigui (SP) João Careno/Arquivo pessoal 👂 Fim do orelhão Criados para democratizar o acesso à comunicação, os orelhões se espalharam pelas cidades brasileiras. Agora, com o avanço da telefonia móvel, eles deixam as ruas. No início de janeiro de 2026, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou a retirada definitiva dos telefones públicos em todo o Brasil. A medida ocorre após o encerramento das concessões do serviço de telefonia fixa, que vinha sendo cada vez menos utilizado pela população. De acordo com a Anatel, nas principais cidades do noroeste paulista ainda existem 787 orelhões ativos. A maior concentração está em São José do Rio Preto (SP), com 377 aparelhos. Em seguida, aparece Araçatuba (SP), com 114. Veja a arte abaixo. Segundo a agência, a retirada será feita de forma gradual e segue uma tendência observada em todo o país, impulsionada pela popularização dos celulares e pela queda no uso do serviço público de telefonia. 📞 Com o fim dos contratos, Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica deixam de ter a obrigação legal de manter a infraestrutura de telefones públicos. Mais de 700 orelhões ocupam as ruas nas maiores cidades do noroeste paulista Arte/g1 Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2026/02/09/vindos-ate-do-japao-e-estados-unidos-colecionador-guarda-quase-2-mil-cartoes-de-orelhao-epoca-boa.ghtml


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