Trama golpista: Bolsonaro, generais e almirante podem perder postos e patentes; entenda o processo na Justiça Militar

  • 30/11/2025
(Foto: Reprodução)
Bolsonaro pode ser beneficiado por regra do STM Com o fim do processo penal da trama golpista, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais quatro militares condenados devem passar por julgamento na Justiça Militar que pode resultar em perda de postos e patentes. Não se trata, no entanto, de uma revisão da decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, que condenou o grupo pela participação na tentativa de golpe de Estado em 2022. Ou, seja, a Justiça Militar não vai reavaliar as penas aplicadas, mas verificar se a condenação penal torna a situação do grupo incompatível com a carreira militar. Para que isso ocorra, o Ministério Público Militar precisa apresentar pedidos ao Superior Tribunal Militar (STM). A estimativa do tribunal é de que eventual julgamento sobre o tema ocorra em 2026. STM deve julgar militares condenados pelo golpe até meados de 2026 🔎O procedimento segue a Constituição, que prevê o julgamento da chamada indignidade para o oficialato para os militares condenados a penas superiores a dois anos, quando a condenação penal se torna definitiva. Militares condenados Foram condenados no Supremo: Jair Bolsonaro, capitão da reserva do Exército; Augusto Heleno, general do Exército; Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército; Braga Netto, general do Exército; Almir Garnier, almirante da Marinha. Processos no STM Dados divulgados pelo STM apontam que, nos últimos 8 anos, o tribunal julgou 94 processos de perda de posto e patente de oficiais nos últimos oito anos. As informações se referem a casos entre janeiro de 2018 e novembro de 2025: foram mais de 11 casos por ano. Ainda segundo o STM, em mais de 86% dos julgamentos (81 casos), a decisão foi pela perda de posto e patente. A maioria parte dos casos envolveu oficiais do Exército. Plenário do Superior Tribunal Militar. Divulgação Procedimento Veja os detalhes da tramitação do processo na Justiça Militar: ▶️ Com o fim da possibilidade de recursos, o Ministério Público Militar vai apresentar ao STM a Representação para Declaração de Indignidade com o Oficialato contra os cinco réus; ▶️ O tribunal designa um ministro relator, que dá prazo de 10 dias para os militares apresentarem defesa escrita. Se não houver resposta, um defensor público é nomeado para fazer a defesa no mesmo prazo; ▶️ O caso passa por um segundo ministro, chamado revisor. Depois, o relator pede a inclusão em pauta para julgamento; ▶️ O tema é analisado pelo plenário do STM, formado por 15 ministros — 10 militares e cinco civis. Para realizar a sessão, é necessário quórum de dois terços; ▶️ Na sessão, o relator apresenta o caso, o revisor também é ouvido e, em seguida, as partes expõem seus argumentos; ▶️ Em regra, a presidente não vota. Em caso de empate, prevalece a decisão mais favorável ao réu; ▶️ Quando a decisão se torna definitiva, o comandante da Força à qual o militar pertence é comunicado para tomar as providências, que podem afetar o recebimento de remunerações; ▶️ A decisão pode ser revista pelo próprio STM, caso os réus sejam absolvidos posteriormente na esfera criminal (se um revisão criminal, por exemplo, encerrar as penas).

FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/11/30/trama-golpista-bolsonaro-generais-e-almirante-podem-perder-postos-e-patentes-entenda-o-processo-na-justica-militar.ghtml


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