'Todo dia acho que vou acordar bem', diz empresária do AC com câncer de pulmão após tratamento contra tumor no colo do útero

  • 04/02/2026
(Foto: Reprodução)
Após tratar câncer do colo do útero, mulher é diagnosticada com câncer de pulmão no AC Aos 32 anos, a empresária Mariana Quintela vive pela segunda vez o desafio de enfrentar um câncer. Depois de concluir o tratamento contra um tumor do colo do útero, diagnosticado em maio de 2023, ela recebeu, em novembro de 2025, um novo diagnóstico: câncer de pulmão. Nesta quarta-feira (4), celebra-se o Dia Mundial de Combate ao Câncer. A data chama atenção para a importância do diagnóstico precoce, da prevenção e do apoio familiar no enfrentamento da doença. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Segundo Mariana, os primeiros sintomas do câncer do colo do útero surgiram no mesmo ano do diagnóstico. Ela relatou que convivia com dores intensas na região abdominal e sangramentos fora do período menstrual, o que a levou a procurar atendimento médico após meses de desconforto. “Eu sentia muita dor no pé da barriga, era o dia inteiro. Também tinha sangramento em relações sexuais e fora do período menstrual. Quando contei tudo ao médico, ele falou que eu tinha no mínimo três diagnósticos e pediu vários exames”, afirmou. Logo após os exames, foi identificado a endometriose, a presença do vírus HPV e alterações celulares. A confirmação do diagnóstico veio após a biópsia, quando o material coletado foi analisado e apresentou resultado positivo. LEIA MAIS: Acreana encontrou novo significado para a vida durante tratamento contra câncer; 'Preciso ter fé' Adolescente de 17 anos com câncer ósseo realiza sonho de andar de helicóptero no AC: 'Emocionante' Mês de combate ao câncer de mama: AC registra quase 400 casos em três anos; saiba como prevenir Mariana só conseguiu passar pela cirurgia em agosto e, durante o procedimento, novos exames apontaram que a doença já havia se espalhado. “Quando fizeram a nova biópsia, dois linfonodos deram positivo. Isso mostrou que o câncer já tinha alcançado a corrente sanguínea”, explicou. Mariana deu início ao tratamento e concluiu o acompanhamento em janeiro de 2024. No entanto, durante exames de rotina feitos em novembro do ano passado, veio o diagnóstico do câncer de pulmão. Após terminar o tratamento do câncer do colo do útero, Mariana recebeu o diagnóstico do câncer de pulmão Reprodução/Rede Amazônica Segundo ela, o tratamento desta vez é diferente, pois inclui sessões de quimioterapia e imunoterapia. Com o início do novo protocolo, Mariana passou a enfrentar outros efeitos colaterais, como a queda de cabelo, e precisou raspar os fios, o que marcou mais uma etapa difícil do processo. Ela relatou ainda que a rotina é marcada por altos e baixos e que os efeitos da quimioterapia afetam diretamente o dia a dia, provocam cansaço intenso, enjoo, vômitos e muita fraqueza. “Todo dia você acha que vai acordar bem e que vai dar tudo certo. Mas, quando acorda, está mal. Você faz planos para o dia, mas nada daquilo acontece porque você não está bem e precisa entender que o seu corpo precisa descansar, mas ao mesmo tempo, você se cobra. A parte mais invasiva é a quimioterapia, é dolorosa e cansativa”, relatou. Mesmo em meio ao tratamento, Mariana pediu para adiar uma das sessões para passar o Natal de 2025 com a família. “Eu queria viver aquele momento, rever minhas primas e esquecer por um pouco que o câncer estava ali”, contou. A mãe de Mariana, Lucilene Quintela, acompanha o tratamento de perto e está sempre ao lado da filha. Segundo ela, a rotina é um exercício diário de força e fé. “Como mãe, a gente nunca espera que isso aconteça com um filho, esperamos que aconteça com a gente. Eu precisei ser a fortaleza dela, pois somos só nós duas. A fé em Deus tem sido o que me sustenta e acredito que ele está curando a minha filha”, afirmou. Marina Quintela e sua mãe Lucilene Quintela Reprodução/Instagram Diagnóstico precoce e prevenção Segundo o radioncologista Melk Menezes, os tipos de câncer mais incidentes no Acre entre as mulheres são os de mama, colo do útero, pulmão e cólon. Entre os homens, os mais frequentes são próstata, pulmão e cólon. O especialista explica que avanços nos exames preventivos permitem identificar riscos com mais antecedência. “Hoje existe a análise molecular do DNA do HPV, que consegue apontar alterações até cinco ou dez anos antes do câncer se desenvolver”, destacou. Ele também reforça que a descoberta precoce do paciente aumenta significativamente as chances de cura. “No câncer de mama, por exemplo, quando o diagnóstico é feito no início, as chances de cura podem chegar a mais de 90%. Sintomas como sangramento, alterações intestinais, dor persistente ou desconforto urinário precisam ser investigados rapidamente”, orientou. Descoberta precoce do câncer aumenta as chances de cura Banco de imagens Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/02/04/todo-dia-acho-que-vou-acordar-bem-diz-empresaria-do-ac-com-cancer-de-pulmao-apos-tratamento-contra-tumor-no-colo-do-utero.ghtml


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