Tambores da Ancestralidade: Jongo Iracema reafirma raízes afro em Goiás

  • 03/03/2026
(Foto: Reprodução)
O ritmo dos tambores que pulsa em Anápolis vai muito além do som. É o ritmo de uma história de resistência, fio que conecta o presente a uma ancestralidade afro-brasileira que moldou a cultura no Brasil. Este é o trabalho do Jongo Iracema, grupo pioneiro dedicado a essa expressão cultural no estado de Goiás, que em 2025 consolidou seu lugar no cenário nacional através do Projeto Continuança, produzido pela TAOM Soluções Criativas, e viabilizado pela Política Nacional Aldir Blanc – PNAB, por meio do Edital nº 16/2024 da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás - SECULT. Integrantes do Jongo Iracema: Neblina, Mestre Tuísca, Danilo Costa, Salomão, Mariah Oliver, Wellida dos Santos, Andreza Rigo e GiraSol Rafael Ferraz O ano foi marcante. A começar pela tão sonhada vivência com o Jongo da Serrinha (RJ), berço da tradição, que representou mais que uma viagem. “Foi uma validação afetiva do nosso caminho”, resume Danilo Costa, produtor cultural e membro do Jongo Iracema. O acolhimento na comunidade carioca fortaleceu o sentimento de pertencimento a uma grande rede jongueira. Jongo Iracema e Jongo da Serrinha durante a Feira das Yabás, no Rio de Janeiro – RJ Allyne Laís Outro momento alto foi a participação no 25º Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, onde o grupo ministrou uma oficina de jongo aberta à comunidade. Lá, ao lado da Mestra Jociara Souza, do Jongo Filhos da Semente (Indaiatuba-SP), tanto o Jongo Iracema, quanto o público, viveram emoções singulares. “Foi uma surpresa muito especial ela me reconhecer como Mestre de Jongo”, compartilha Carlos Antônio dos Reis, o Mestre Tuísca, fundador e liderança do Jongo Iracema. “Agora carrego uma responsabilidade ainda maior, mas com a mesma humildade de sempre”, reflete Tuísca, que é também Mestre de Capoeira Angola. Esses passos foram sustentados pelo Projeto Continuança, que, como o nome indica, busca garantir a permanência das ações do Jongo Iracema. “É sobre manter viva a chama do jongo, estruturar nossa base e seguir transmitindo esse legado.”, explica a produtora cultural e pesquisadora Andreza Rigo. O projeto ainda permitiu o aperfeiçoamento profissional dos integrantes do grupo, renovação de figurinos, apresentações, e a realização de oficinas gratuitas para a comunidade anapolina, formando novas gerações de interessados nos fundamentos do jongo: a dança, os pontos e os tambores. Jongo Iracema e Mestra Jociara, durante oficina de jongo que fez parte da programação do 25º Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros Gustavo Luiz Mas o que é o jongo? Trata-se de uma expressão cultural afro-brasileira que se formou durante o período colonial a partir da síntese de tradições de diferentes povos africanos escravizados. Envolvendo dança circular, canto e percussão de tambores, o jongo é considerado uma das matrizes do samba. A presença histórica do jongo em Goiás é foco de diversos estudos. Citando pesquisadores, o grupo aponta que Edison Carneiro (1959), com base em Melo Franco (1876), registrou uma dança chamada Caxambu no Vale do Paranã, região de Formosa. Adailton da Silva (2006) e Natália J. Lima (2024) também indicam vestígios da prática em Porangatu e na própria Anápolis por volta de 1990. O jongo foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Iphan em 2005, registrado no Livro de Registro das Formas de Expressão, o que atesta sua importância para a cultura nacional. Com os alicerces fortalecidos em 2025, o Jongo Iracema segue em 2026 com a expectativa de ampliar sua rede e celebrar, levando os tambores a novos territórios e continuando a tecer a rica tapeçaria cultural afro-goiana. Para acompanhar de perto as ações, oficinas e novidades do grupo ao longo do ano, basta seguir o perfil @jongoiracema no Instagram.

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/especial-publicitario/jongo-iracema/noticia/2026/03/03/tambores-da-ancestralidade-jongo-iracema-reafirma-raizes-afro-em-goias.ghtml


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