Obesidade cresce 26% no Alto Tietê em um ano, aponta Ministério da Saúde
04/03/2026
(Foto: Reprodução) Casos de obesidade subiram de 30.107 para 38.046 em um ano
Reprodução / rawpixel
O número de pessoas com obesidade no Alto Tietê aumentou 26,36% entre 2024 e 2025, segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) do Ministério da Saúde. Os registros passaram de 30.107 para 38.046 em um ano.
📅 O Dia Mundial da Obesidade é celebrado nesta quarta-feira (4) e busca conscientizar a a população sobre a doença, que afeta milhares de pessoas.
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Entre as dez cidades do Alto Tietê, Arujá registrou o maior aumento de casos. O número de pessoas com obesidade no município cresceu 69,61% no período.
Itaquaquecetuba foi a única cidade da região a registrar queda nos casos, com redução de 3,48%.
➡️ O levantamento feito pelo g1 considera os três graus de obesidade reconhecidos pelo Ministério da Saúde entre adultos. A classificação é definida com base no Índice de Massa Corporal (IMC). Confira:
Obesidade grau I: com IMC entre 30 e 34,99. Risco elevado de doenças associadas;
Obesidade grau II: com IMC entre 35 e 39,99. Risco muito elevado de doenças associadas;
Obesidade grau III: com IMC acima de 40. Risco muitíssimo elevado de doenças associadas.
⚠️Especialistas e organizações internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), alertam que a obesidade não pode ser explicada apenas por escolhas individuais.
De acordo com o relatório World Obesity Atlas 2026, da Federação Mundial de Obesidade, divulgado nesta terça-feira (3), a condição é “uma doença crônica complexa, impulsionada por uma combinação de fatores biológicos, ambientais e sociais”.
No Alto Tietê, 21.953 pessoas estão no grau I, o que representa 57,7% do total registrado nas cidades.
Obesidade grau I: 21.953 pessoas (57,7 %);
Obesidade grau II: 10.111 pessoas (26,57%);
Obesidade grau III: 5.982 pessoas (15,72%).
Obesidade infantil
Obesidade infantil cresce no Alto Tietê
Reprodução
🚸 A obesidade infantil também aumentou no Alto Tietê entre 2024 e 2025. O número de casos passou de 1.730 em 2024, para 1.882 no ano seguinte, uma alta de 8,78%.
Entre as cidades da região, Suzano registrou o maior número de crianças com obesidade no ano passado. Em seguida aparecem Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes.
Número de crianças com obesidade no Alto Tietê
O levantamento do g1 compreende dados de 2025 de crianças de 2 a 5 anos.
Segundo o Ministério da Saúde, obesidade infantil é resultado de uma série complexa de fatores genéticos, comportamentais, que atuam em vários contextos: familiar, escolar, social.
Elas correm riscos de desenvolverem doenças nas articulações e nos ossos, diabetes e doenças cardíacas. Assim, a recomendação para evitar esses riscos é que a introdução alimentar seja feita no período correto (a partir dos 6 meses, após o período de aleitamento materno exclusivo) e com os alimentos balanceados.
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