O legado das 7 edições do Smart City Expo Curitiba para o futuro

  • 24/01/2026
(Foto: Reprodução)
Com a população mundial superando a marca de oito bilhões de habitantes, o desafio de acomodar esse contingente recai sobre as cidades. Dados da ONU projetam que, até 2050, sete em cada dez pessoas viverão em centros urbanos, o que exige uma reestruturação da infraestrutura atual para manter a qualidade de vida dos cidadãos. É para debater como preparar as cidades para essa realidade que Curitiba recebe a 7ª edição do Smart City Expo Curitiba. Com data marcada para os dias 25, 26 e 27 de março, o evento será realizado na Arena da Baixada com o tema “Cidades como Lugares para Inovar, Criar e Vivenciar”. Mas, para entender o rumo das transformações nos centros urbanos, é preciso olhar para o que foi construído até aqui. Ao chegar em sua sétima edição, evoluindo de um público inicial de 5 mil pessoas para uma expectativa de 23 mil, o evento consolidou um legado difícil de ignorar. O MARCO ZERO Marcos históricos de 7 edições - Divulgação. A história começou a ser desenhada em 2018. Naquele ano, Curitiba, embora já reconhecida pelo seu planejamento urbano, começava a dar os primeiros passos para se digitalizar. A realização da primeira edição foi o marco que inseriu a capital paranaense no radar global da Fira de Barcelona, instituição responsável por eventos de cidades inteligentes. Para Beto Marcelino, sócio-fundador do iCities, hub especializado em inovação, o protagonismo da cidade é reflexo direto de sua formação histórica. Curitiba teve um processo chamado Plano Diretor Agache, que fez a constituição de uma cidade planejada. A partir daí, tivemos outros projetos que também nasceram da cabeça do arquiteto Jaime Lerner, modernizando a cidade na questão do seu transporte público. Isso já colocou Curitiba, na década de 70 e 80, num hall de cidades planejadas, algo que só acontecia fora do país, com exceção de Brasília. “Quando nós criamos o iCities, ficou fácil usar Curitiba como um laboratório vivo para testar e validar soluções diversas, sejam elas tecnológicas ou de cunho social e ambiental”, revela. Essa transformação não ficou apenas no discurso. Segundo ele, a mudança é visível nas ruas e na mentalidade local ao longo destes oito anos, desde a infraestrutura até o ambiente de negócios. “As políticas públicas mudaram: abrir uma empresa em Curitiba agora demora duas horas, é muito rápido. O ecossistema de inovação ficou muito forte e tivemos três unicórnios (empresas avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares) no Sul do país, e as três são de Curitiba”, destaca Marcelino, referindo-se à Ebanx, Olist e MadeiraMadeira. DO CONCEITO À PRÁTICA O mercado de ‘Smart Cities’ passou por um aumento nos investimentos e se tornou mais visado. Entre 2024 e 2029, o crescimento esperado é de US$ 332,5 bilhões. Ao passo que, em 2018, o valor total investido no setor foi de US$ 80 bilhões. Esse aumento na relevância afeta diretamente o Smart City Expo Curitiba, que agora é visto como um meio de viabilizar projetos inteligentes. A influência internacional também foi fundamental. Foi a partir de exemplos de países fora do Brasil que o iCities conseguiu atuar promovendo mudanças. “Curitiba levou seus gestores públicos a partir do evento para Barcelona, onde interagiram com prefeitos do mundo todo. O iCities foi um grande promotor da mudança de Curitiba de uma ‘cidade modelo’ antiga para uma verdadeira cidade inteligente”, destaca. O CUSTO DE NÃO SER ‘SMART’ A insistência nessa agenda é vital. O modelo de cidades do século XX, estruturado em torno do automóvel, gerou conflitos de mobilidade e degradação do meio ambiente. Hoje, seguir o conceito "smart" de cidade pode ser um potencializador na qualidade de vida dos cidadãos. É por isso que a troca de experiências promovida pelo evento tem um grande destaque. Na última edição, representantes de mais de 600 municípios e comitivas de mais de 25 países circularam pelos corredores do evento. O impacto disso é o aumento de polos inovadores. Seja de um município ribeirinho do Amazonas ou do Agreste pernambucano, o gestor leva a inspiração de projetos que melhoraram a vida das pessoas. Seja no transporte público, na educação ou na tecnologia para agendamento de consultas, por exemplo, eles vêm para cá e conseguem entender e se inspirar. Para a edição de 2026, o tema “Cidades como Lugares para Inovar, Criar e Vivenciar” propõe um passo além: “O gestor público precisa adotar um pouco do pensamento empreendedor e das metodologias ágeis. Isso resulta em serviços melhores”, analisa Beto. O Smart City Expo Curitiba 2026 não será apenas sobre o que virá, mas sobre a responsabilidade do uso das ferramentas já disponíveis. “É a escuta do gestor público das pessoas que se comunicam cada vez mais através de plataformas digitais. Isso possibilita vivenciar uma cidade mais acolhedora, humanizada e resiliente às adversidades.”

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/icities-the-smart-cities-hub/noticia/2026/01/24/o-legado-das-7-edicoes-do-smart-city-expo-curitiba-para-o-futuro.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 10

top1
1. Deus Proverá

Gabriela Gomes

top2
2. Algo Novo

Kemuel, Lukas Agustinho

top3
3. Aquieta Minh'alma

Ministério Zoe

top4
4. A Casa É Sua

Casa Worship

top5
5. Ninguém explica Deus

Preto No Branco

top6
6. Deus de Promessas

Davi Sacer

top7
7. Caminho no Deserto

Soraya Moraes

top8
8.

Midian Lima

top9
9. Lugar Secreto

Gabriela Rocha

top10
10. A Vitória Chegou

Aurelina Dourado


Anunciantes