'Me jogou na lateral do caminhão e já caí sem perna': motociclista revela o que a acalmou em momento de pânico

  • 01/01/2026
(Foto: Reprodução)
Mulher que perdeu perna em acidente fala como as palavras a ajudaram em momento de pânico "Tranquila, tranquila". As palavras com sotaque espanhol ouvidas nos primeiros instantes após um grave acidente de moto foram determinantes para a forma como a psicóloga Sandra Mara Padilha lidou com a perda de uma perna e com o processo de reconstrução da própria vida. 📺O relato integra a série especial “O poder das palavras”, exibida pela EPTV, afiliada da TV Globo na 1ª Edição do Jornal da EPTV até 3 de janeiro de 2026. Ao longo de cinco episódios, a série mosra como as palavras têm poder de influenciar pessoas, alterar emoções e criar comportamentos. A motociclista conta que realizava um sonho comum entre viajantes sobre duas rodas ao percorrer a estrada até Ushuaia, no extremo sul da Argentina, quando sofreu o acidente anos atrás. Segundo ela, a combinação de fatores contribuiu para a tragédia. "Dois ventos, né? Um vento lateral e o vento do caminhão que estava passando. E ele me jogou na lateral do caminhão e eu já caí ali sem a perna", conta Padilha. Logo após a queda, ainda no local do acidente, o que mais marcou não foi apenas a violência do impacto, mas as palavras que ouviu de quem prestava socorro. "A primeira palavra que eu ouvi foi tranquilo. Tranquilo e tranquila.. Estamos contigo. E ela segurava na minha mão", lembra a motociclista. A repetição daquela palavra, segundo a vítima, teve um efeito direto sobre sua reação emocional diante da situação extrema. "Essa palavra foi repetida muitas vezes por muitas pessoas. E eu tentei realmente me segurar nessa palavra, de pensar que eu tinha duas opções. Ou eu me entregaria ao desespero, ou eu ficaria realmente tranquila e facilitaria para ter o menor dano possível", conta. Sara Mara Padilha perdeu uma perna em um acidente de moto Reprodução/EPTV Poder comprovado pela ciência Segundo a neurocientista Emily Pires, palavras pejorativas e de violência ativam áreas do cérebro responsáveis pelo sistema de luta e fuga, que trabalham em função dos instintos de sobrevivência. Em contrapartida, palavras positivas podem ativar as ondas alfa no córtex pré-frontal, ligadas à criatividade, relaxamento e resolução de problemas. 🎧A repórter Helen Sacconi, da EPTV, fez o teste. A partir do Eletroencefalograma (EEF), Emily Pires mediu suas ondas cerebrais e constatou o que estudos científicos têm apontado - assista aqui. Leia também: Experimento mostra como cérebro reage a palavras positivas e negativas Vídeo mostra reação de pessoas nas ruas ao ouvir áudios ofensivos ou carinhosos De acordo com o médico neurologista Fabrício Borba, que atua em Campinas e tem residência pela Unicamp, isso aconteceu graças à ação dos neurotransmissores, responsáveis pela comunicação entre os neurônios. O neurologista detalha que o processo começa no momento em que a pessoa escuta a palavra. “Você falou alguma coisa, eu ouvi. Eu tenho um órgão que vai traduzir essa informação sonora para o nosso cérebro. E aí você gera uma descarga de vários neurônios que vão se comunicar através de neurotransmissores. E isso vai gerar, por exemplo, a via motora primária, desencadear o movimento, ou a gente vai gerar uma memória visual que envolve o córtex occipital, que é a parte mais de trás do nosso cérebro. Então, sem dúvida, realmente a palavra tem um poder bem grande”, afirmou. A palavra e a fé Para o teólogo José Boareto, o poder da palavra está ligado à própria origem da vida e à capacidade humana de discernimento. "A palavra já existia antes de tudo. A palavra que cria, a palavra gera a vida. A palavra tem esse intuito de significar justamente ser luz." O teólogo também ressalta que a palavra pode ter efeitos opostos, dependendo da forma como é utilizada. "Por exemplo, a passagem que a gente tem sobre a palavra ser como uma espada de dois gumes. Então é o discernimento. Eu posso usar a palavra para construir ou para destruir. Eu posso fazer o bem, eu posso fazer o mal com a palavra." No caso de Sandra Mara Padilha, desde o acidente, ela passou a escolher conscientemente palavras que funcionam como apoio emocional. "Eu tento sempre buscar as palavras de força, as palavras de tranquilidade, de superação. Eu tento nunca olhar para a situação e pensar, olha o quanto eu perdi. Eu sempre procuro olhar, olha o quanto eu posso ganhar." 'O Poder da Palavra': como a superação e a resiliência são impactadas pelo que é dito VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/01/01/me-jogou-na-lateral-do-caminhao-e-ja-cai-sem-perna-motociclista-conta-como-palavras-a-ajudaram-a-superar-acidente.ghtml


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