Influenciadora terá que pagar R$ 25 mil por difamar motorista de app com base em 'pressentimento'

  • 28/01/2026
(Foto: Reprodução)
Influenciadora narra corrida e sugere que motorista de aplicativo iria "fazer algo' Uma influenciadora digital de Brasília foi condenada pela Justiça a pagar R$ 25 mil por danos morais a um motorista de aplicativo após fazer publicações em que sugeria que o condutor representava perigo durante uma corrida (veja o vídeo acima) O g1 apurou que que a influenciadora é Jéssica Dourado — nesta segunda (27), ela reunia 619 mil seguidores no Instagram. A corrida foi contratada em abril de 2023. No dia seguinte, a influenciadora publicou uma sequência de stories em que pedia "cuidado" com o motorista, expondo a foto e até a placa do carro dele. Segundo o processo: Em um dos stories ela "alertou" seguidores com a frase: “Cuidado com esse UBER! Eu vou contar o que aconteceu para vocês entenderem... muito sério!”. Na publicação, ela cita o nome do motorista e exibe a foto dele (veja abaixo). Em seguida, ela publicou vídeos explicando que sentiu "uma coisa muito estranha" ao entrar no carro. Ela também relatou ter tido um pressentimento de que "aquele homem ia fazer alguma coisa". A influenciadora também sugeriu que o motorista teria usado algum mecanismo para travar o aplicativo da Uber durante a corrida, e impedir que ela acessasse as configurações de segurança. Em outro vídeo, segundo o processo, ela afirmou: "Ele ia me matar, ele ia fazer alguma coisa". A Justiça entendeu que associar o motorista publicamente a uma possível intenção criminosa, sem qualquer conduta concreta, "extrapola o campo da liberdade de crença e expressão, configurando-se abuso do direito de manifestação". Influenciadora é condenada a pagar R$ 25 mil por expor motorista de aplicativo. Reprodução/Redes Sociais O que diz a defesa? Em nota ao g1, a defesa de Jéssica Dourado afirmou que ela ainda tem prazo para recorrer da decisão, "razão pela qual o tema ainda não se encontra definitivamente encerrado". "Ressalto, ainda, que na condição de mulher, a Sra Jéssica se enquadra na posição de vítima, e se sentiu desconfortável durante a situação vivenciada. Ficou muita nervosa, apreensiva e emocionalmente abalada, o que a influenciou diretamente a reação naquele momento. Por esse motivo, optou por sair do veículo, pois a única coisa que não queria era continuar naquela situação", escreveu o advogado. "O fato de ele não ter se retirado imediatamente do local causou a Sra Jessica ainda mais desconforto e gatilhos emocionais, especialmente considerando que vivemos em uma sociedade na qual, infelizmente, as mulheres ainda não se sentem plenamente seguras em situações como essa", prosseguiu. Prejuízo à imagem e abalo emocional De acordo com o processo, o motorista trabalha há mais de três anos na plataforma, somava na época 17.495 viagens realizadas e 312 avaliações positivas, sem histórico de condutas inadequadas. Ele afirmou à Justiça que as publicações causaram "exposição indevida, prejuízo à sua imagem profissional e abalo emocional". Também disse temer de represálias por parte de seguidores da influenciadora. No processo, a defesa do motorista alegou ainda que Jéssica teria se beneficiado financeiramente da repercussão dos vídeos, com a divulgação posterior de perfis ligados a jogos de azar. Já a influenciadora argumentou que apenas compartilhou uma experiência pessoal e um “testemunho de espiritualidade”. Disse também a publicação estava amparada pela liberdade de expressão e de crença. 'Linchamento moral digital', diz sentença Ao analisar o caso, o juiz destacou que a narrativa foi construída exclusivamente com base "percepções subjetivas" e "convicções religiosas". "A imputação de conduta criminosa — como a ideia de que o motorista “ia matar” ou “fazer alguma coisa” — sem qualquer lastro factual, expõe o autor ao chamado linchamento moral digital, com repercussões negativas à sua dignidade e reputação. O tom sugestivo e as referências espirituais reforçaram a imagem de que o autor seria uma pessoa perigosa e não confiável", diz a sentença. A decisão ressalta que a influenciadora poderia ter relatado a experiência sem identificar o motorista. "Ao transformar sua experiência espiritual em narrativa pública com identificação do motorista e imputação implícita de conduta criminosa, a ré excedeu os limites da liberdade de expressão e crença", completa o texto. LEIA TAMBÉM: CEILÂNDIA: crianças acessam via do Metrô para pegar pipa e causam atraso de 20 minutos FORAGIDO DESDE MAIO: homem que devia mais de R$ 46 mil em pensão alimentícia é preso Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

FONTE: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2026/01/28/influenciadora-tera-que-pagar-r-25-mil-por-difamar-motorista-de-app-com-base-em-pressentimento.ghtml


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