Golpe do 'falso advogado' já fez vítima perder R$ 268 mil no PI; veja como evitar
03/02/2026
(Foto: Reprodução) Golpe do Concurso Público: site falso engana candidatos a concurso da saúde no Piauí
O Ministério Público do Estado do Piauí divulgou alertas e orientações, nesta terça-feira (3), para ajudar a população a se proteger do golpe do 'falso advogado'. Segundo o órgão, essa é a fraude mais recorrente no estado há cinco meses.
Conforme o MPPI, uma única vítima já teve mais de R$ 268 mil em prejuízos devido ao golpe. O valor médio que as vítimas desse tipo de crime perderam, no mês de janeiro, é de cerca de R$ 11 mil.
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A fraude é aplicada por criminosos através do Whatsapp. Eles se passam por advogados ou representantes de escritórios jurídicos e enganam as vítimas ao informar que elas ganharam alguma causa ou têm direito a determinado benefício.
Logo depois, os bandidos solicitam pagamentos de taxas, pedem que a pessoa baixe aplicativos ou acesse o aplicativo do banco. É quando os dados das vítimas são capturados e a fraude é concluída.
Golpes do falso advogado e falso site
Reprodução
Outro golpe virtual comum é o do site falso, que podem simular portais de concursos públicos, lojas virtuais, planos de saúde e órgãos governamentais.
Com o avanço e praticidade dos recursos de inteligência artificial, as fraudes virtuais vêm se tornando mais convincentes. Em 2025, o Piauí registrou 73 casos dessa categoria.
Como se proteger
MPPI alerta para golpe do falso site
Reprodução/MPPI
Contra o golpe do 'falso advogado':
Desconfie de mensagens de WhatsApp informando ganho de causa ou liberação de valores
Nunca faça pagamentos, baixe aplicativos ou acesse seu banco a pedido de contatos não verificados;
Sempre tratar assuntos jurídicos pessoalmente com seu advogado.
Contra sites falsos:
Verifique o endereço completo do site (URL), evitando variações sutis como letras trocadas ou domínios diferentes.
Confira os dados do beneficiário (nome e CNPJ) antes de qualquer pagamento por boleto, PIX ou transferência.
Desconfie de anúncios em redes sociais e buscadores, pois podem ter sido criados por golpistas.
O Ministério Público também indica que as vítimas devem registrar boletim de ocorrência e procurar o MPPI ou a Defensoria Pública para mais orientações.
*Eduarda Barradas, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena.
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