EETEPA recebe ações da campanha 'Fevereiro Laranja' na sexta, 6
03/02/2026
(Foto: Reprodução) Fachada da EETEPA Francisco Coimbra Lobato, em Santarém-PA
g1/Arquivo
Como parte do Fevereiro Laranja, campanha nacional de conscientização sobre a prevenção da gravidez na adolescência, a Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará (Eetepa) Francisco Coimbra Lobato, em Santarém, oeste do Pará, recebe uma ação do Programa Saúde na Escola (PSE) nesta sexta-feira (6).
✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp
A ação visa disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da incidência da gravidez na adolescência, que traz riscos à saúde, além de evasão escolar. Este ano a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência tem como tema: “Informação que protege, escolhas que constroem futuros”.
Pela manhã, a programação começa às 08h e à tarde, a partir das 14h, com oferta dos seguintes serviços: palestras educativas, testes rápidos, testes de gravidez, imunização, atendimento psicológico, atendimento nutricional, consulta médica e consulta de enfermagem.
Escolas da rede municipal também serão contempladas com ações da campanha. No dia 11, por exemplo, a equipe estará na Escola Municipal Maria de Lourdes, no bairro Livramento, a partir das 08h. E no dia 13, será a vez da Escola Municipal Dom Lino, no bairro Novo Horizonte, com atendimentos pela manhã e à tarde.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Nas Unidades Básicas de Saúde serão oferecidas à população adolescente e jovem as principais ações educativas acerca da sexualidade responsável, promoção à saúde, prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e da gravidez precoce.
A campanha Fevereiro Laranja destaca a importância do apoio da família, da escola e do acesso a serviços de saúde, reforçando que o diálogo é a melhor forma de prevenção, especialmente no início do ano letivo e pós-carnaval.
Gravidez na adolescência
A gravidez é um acontecimento que marca a vida das famílias e, em particular, da mulher. Quando ela ocorre ainda na adolescência, pode resultar em maior nível de vulnerabilidade ou riscos sociais para as mães e também para os filhos, particularmente, os recém-nascidos, pois, nesta etapa, a criança é particularmente vulnerável e dependente de cuidados dos adultos. Além das transformações físicas e emocionais, a gravidez acarreta à adolescente a responsabilidade por outra vida, o que requer maturidade biológica, psicológica e socioeconômica para prover suas próprias necessidades.
Além de estar sujeita a maior ocorrência de complicações, como abortamento, diabetes gestacional, parto prematuro e depressão pós-parto, a gravidez na adolescência repercute negativamente na formação educacional das jovens, com elevado índice de abandono ou de interrupção dos estudos, refletindo-se de forma desfavorável em sua condição social e econômica. A gravidez na adolescência configura-se como grave problema sanitário e social.
No Brasil, cerca de uma em cada 23 adolescentes entre 15 e 19 anos se torna mãe a cada ano. Em contraste, nos países mais ricos e desenvolvidos, a taxa é bem mais baixa, com apenas uma adolescente a cada 90 se tornando mãe anualmente.
O mapa da maternidade na adolescência, apresentado neste novo painel sobre equidade, mostra uma diferença acentuada entre as regiões do país. Enquanto a Região Sul possui uma taxa de 35 por mil, a da Região Norte é mais que o dobro, atingindo 77,1 por mil. A disparidade se reflete na classificação dos municípios. Enquanto 76% das cidades do Norte se enquadram na faixa de fecundidade de países de baixa renda, no Sudeste essa proporção é de apenas 5,1%. No Sul 9,4%; no Nordeste 30,5%; e no Centro-Oeste 32,7%.
VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região