Áreas úmidas do AM sofrem pressão de hidrelétricas, garimpo e desmatamento, diz estudo

  • 03/02/2026
(Foto: Reprodução)
Pesquisa inédita mapeia a extensão das áreas úmidas da Amazônia As áreas úmidas do Amazonas, como várzeas e igapós, estão entre os ecossistemas mais ameaçados da região. A informação foi revelada no estudo “Desafios e oportunidades para a proteção, conservação e manejo de áreas úmidas do bioma Amazônia", publicado em janeiro deste ano. Os pesquisadores apontaram que esses ambientes, fundamentais para a biodiversidade e para comunidades tradicionais, sofrem forte pressão de hidrelétricas, garimpo e desmatamento. 🔎O estudo inédito, desenvolvido por pesquisadores do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Socio Ambiental (ISA), mostrou que 18% da Amazônia é formada por áreas úmidas. Ecossistemas como várzeas, igapós e manguezais estão entre os mais vulneráveis às mudanças climáticas. O desmatamento também é uma ameaça que avança: entre 2020 e 2024, 290 mil hectares de áreas úmidas foram destruídos. De acordo com o estudo, o garimpo é outro problema grave. Amostras de peixes coletadas em municípios do Amazonas apresentaram níveis de mercúrio acima do limite aceitável pela Organização Mundial da Saúde. A exploração madeireira também pressiona as várzeas, que abrigam a maior diversidade biológica do mundo. Os pesquisadores também acreditam que a degradação das áreas úmidas da Amazônia pode ser o primeiro sinal de que o equilíbrio da Amazônia está se perdendo. "Uma das hipóteses que estamos avaliando é o papel das áreas úmidas da Amazônia como o primeiro sinal de pontos de não retorno no bioma. Essas áreas podem dar o alarme de que já possamos estar cruzando um limiar de risco altíssimo”, explica o pesquisador Carlos Souza Jr., do Imazon. Área de Igapó no Amazonas Divulgação Proteção insuficiente As áreas úmidas no Amazonas são importantes para abrigar espécies únicas de peixes e aves, além de proporcionar qualidade de vida para comunidades tradicionais através do fornecimento de água e de atividades como a pesca. Esses locais também são importantes estoques de carbono e atuam como filtros naturais da água. Mesmo com tanta importância, o estudo mostra que apenas 53,7% das áreas úmidas amazônicas estão em territórios protegidos. No Amazonas, destacam-se os Sítios Ramsar, como o Mosaico do Rio Negro, considerado o maior do mundo, com 12 milhões de hectares. Esses locais são reconhecidos internacionalmente pela importância na conservação da biodiversidade e na mitigação das mudanças climáticas. “Destinar áreas para conservação, em especial as áreas úmidas, seria fundamental porque esses territórios sustentam processos ecológicos essenciais para a Amazônia. Em um contexto de mudanças climáticas, ignorar o papel das áreas umidades aumenta a vulnerabilidade da Amazônia e das populações que dependem desses territórios”, afirma Cícero Augusto, analista GIS do ISA. LEIA TAMBÉM Nova lei de licenciamento ambiental ameaça Unidades de Conservação e a biodiversidade no AM, apontam especialistas Decreto que reduz reservas legais no AM é considerado inconstitucional, dizem especialistas Mosaico do Rio Negro Pedro Nassar

FONTE: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/02/03/areas-umidas-do-am-sofrem-pressao-de-hidreletricas-garimpo-e-desmatamento-diz-estudo.ghtml


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