Após morte de Rodrigo Castanheira, Ministério Público pode reclassificar crime cometido por piloto; entenda

  • 09/02/2026
(Foto: Reprodução)
Morre adolescente agredido após briga por chiclete no DF Após a morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, o Ministério Público do Distrito Federal pode reclassificar o crime cometido pelo piloto Pedro Turra, que inicialmente era investigado como lesão corporal gravíssima. O jovem estava em coma induzido desde a madrugada do dia 23 de janeiro, quando foi agredido após uma briga na porta de um condomínio em Vicente Pires. O agressor está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) da Papuda e permanece em cela individual após relatar ameaças dentro da unidade. Tipificação do crime A Polícia Civil informou que o inquérito sobre a agressão cometida por Pedro Turra foi concluído e enviado ao Ministério Público, classificado como lesão corporal gravíssima. De acordo com o Ministério Público, a tipificação do crime pode mudar para homicídio. Neste domingo (8), a Promotoria informou que não irá antecipar os novos termos da denúncia. "Concluída a fase investigativa, o Ministério Público analisa, com máximo rigor técnico e jurídico, todas as providências cabíveis, incluindo o oferecimento de denúncia na esfera criminal, com a adequada tipificação penal dos fatos", diz o órgão. A denúncia deve ser apresentada nos próximos dias. O processo segue sob sigilo. O corpo de Rodrigo Castanheira, de 16 anos foi velado na Igreja Batista Capital, no Trecho 2 do Setor de Clubes Sul, e o sepultado no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. O adolescente morreu na manhã deste sábado (7), depois de 16 dias internado em estado gravíssimo após ser espancado durante uma briga. Velório e sepultamento de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, ocorrem neste domingo (8) Reprodução/Redes Sociais ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. O agressor, de 19 anos, foi identificado como Pedro Arthur Turra Basso. Inicialmente ele foi preso e liberado após pagar fiança de R$ 24,3 mil, mas a Justiça decretou sua prisão preventiva dias depois. Pedro Turra está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) da Papuda e permanece em cela individual após relatar ameaças dentro da unidade. O advogado da família de Rodrigo Castanheira, Albert Halex, afirmou nas redes sociais (veja íntegra abaixo) que considera “inadmissível” a forma como o adolescente foi morto. Ele disse que o caso revela uma “maldade revoltante” e criticou pessoas que agem como “donas do mundo”, impulsionadas por sensação de poder e impunidade. A defesa de Pedro Turra divulgou nota neste sábado (7) afirmou que a família do piloto “lamenta profundamente o falecimento de Rodrigo Castanheira”. Durante a agressão, Rodrigo levou uma sequência de socos, caiu e bateu a cabeça na porta de um carro. Ele sofreu traumatismo craniano e chegou a ter uma parada cardiorrespiratória de 12 minutos. O jovem foi levado para um hospital particular em Águas Claras, onde permaneceu em coma induzido desde a madrugada de 23 de janeiro. Ele não resistiu e morreu neste sábado (7). Em nota (veja íntegra abaixo), o Hospital Brasília Águas Claras confirmou que, 'apesar de todos os esforços da equipe médica, o quadro evoluiu para a perda completa e irreversível das funções cerebrais'. O adolescente Rodrigo Castanheira morreu 16 dias após ser agredido pelo piloto Pedro Arthur Turra Bassos após uma briga por chiclete Reprodução/TV Globo Agressor preso Surgem novas denúncias contra o piloto que deixou jovem em coma no DF O agressor foi inicialmente preso e liberado após pagar fiança de R$ 24,3 mil, mas a Justiça decretou sua prisão preventiva dias depois. Pedro Turra está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) da Papuda e permanece em cela individual após relatar ameaças dentro da unidade. O STJ negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. Quando chegou à Papuda, o piloto teve sua foto registrada. Ele estava com a cabeça raspada e o número de registro, assim como os demais detidos que chegam ao sistema prisional. Em nota divulgada nesta quinta-feira (5), os advogados afirmaram que Pedro Turra estaria 'abatido e profundamente entristecido diante do momento vivido por todos os envolvidos'. A defesa afirma que o piloto demonstrou preocupação com a família, namorada e amigos durante a primeira entrevista com o custodiado. A nota diz ainda que Pedro manifestou 'profundo arrependimento' pelo desenrolar dos fatos narrados, tendo sido sua primeira indagação o estado de saúde do jovem hospitalizado. Jovens trocam socos e murros em Vicente Pires por conta de chiclete. TV Globo/Reprodução A nota diz ainda que lhe foi disponibilizado o livro 'Luz nas Grades', escrito pelo advogado de defesa, e uma Bíblia, "que tem servido como instrumento de reflexão, amparo espiritual e força neste período particularmente difícil". Relembre o caso: ➡️No dia 23 de janeiro, o piloto Pedro Turra e o jovem de 16 anos se envolveram em uma briga. Inicialmente, a defesa disse que a confusão começou após Pedro jogar um chiclete mascado na direção de outra pessoa, mas depois, o advogado afirmou que ciúme por ex pode ter sido a causa da agressão. A polícia apura. ➡️ Turra chegou a ser preso, mas foi solto após pagar fiança de R$ 24,3 mil. Ele foi desligado do quadro de pilotos da temporada 2026 da Fórmula Delta, na categoria escola. E voltou a ser preso preventivamente nesta sexta (30), por ordem da Justiça. ➡️ Pedro Turra já é investigado por quatro denúncias – duas delas de episódios anteriores que só foram levados à polícia após a repercussão da briga recente. São três agressões e uma tentativa de dar bebida a uma jovem menor de idade. Quais são os casos em investigação? Pedro Turra é suspeito de agredir adolescente de 16 anos em Vicente Pires. TV Globo/Reprodução A Polícia Civil também apura outras quatro denúncias envolvendo o piloto, incluindo agressões anteriores que vieram à tona após a repercussão do caso. São elas: a agressão em janeiro contra o adolescente de 16 anos; uma briga em uma praça de Águas Claras, em junho de 2025 (registrada naquele mês); a denúncia de uma jovem que afirma que Pedro a forçou a ingerir bebida alcoólica quando ela ainda era menor de idade; e a agressão contra um homem de 49 anos em uma briga de trânsito. O que diz a defesa de Pedro Turra "Em nome da família de Pedro Turra, com profundo respeito e sincera solidariedade, lamentamos o falecimento de Rodrigo Castanheira. Neste momento de imensa dor, nos unimos aos pais, familiares e amigos, expressando nossas mais sentidas condolências e desejando que encontrem amparo, conforto e força para atravessar este período de luto." O que disse o advogado da família de Rodrigo "Como advogado, lido diariamente com processos e papéis. No entanto, no caso que envolve a perda trágica do Rodrigo Castanheira, o que temos diante de nós não são apenas folhas de papel; é o retrato de uma maldade que nos revolta profundamente. É inadmissível que, em pleno século XXI, ainda existam aqueles que se sintam "donos do mundo". Pessoas que, embriagadas por uma sensação de poder e impunidade, planejam emboscadas e tratam a vida de um semelhante como se fosse algo descartável, um lixo a ser varrido para debaixo do tapete. A vida humana não tem preço e não pode ser medida pelo status social de quem a retira. O que aconteceu foi um ataque à própria ideia de humanidade. Quando alguém acredita que pode dispor da vida alheia por puro sadismo ou prepotência, atenta contra todos nós. A vida deste jovem, interrompida de forma tão brutal, não será esquecida. Minha atuação neste caso vai além do tribunal: é o compromisso de garantir que a justiça seja o limite para quem julga que pode tudo." O que diz o Hospital "O Hospital Brasília Águas Claras, da Rede Américas, confirma, com pesar, o diagnóstico de morte encefálica do paciente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, neste sábado (7/2). Apesar de todos os esforços da equipe médica, o quadro evoluiu para a perda completa e irreversível das funções cerebrais, seguindo todos os protocolos estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina. Neste momento de profunda dor, o hospital se solidariza com os familiares e amigos de Rodrigo, prestando todo o suporte necessário." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

FONTE: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2026/02/09/apos-morte-de-rodrigo-castanheira-ministerio-publico-pode-reclassificar-crime-cometido-por-piloto-entenda.ghtml


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